terça-feira, novembro 30, 2010

Osho: Lições de Vida - 1

Desde há uns aninhos que ando a ler umas pequenas parábolas e lições de vida do, provavelmente, maior filósofo budista: Osho. Desde que arranjei esse pequeno livro, que me apercebi logo da magia e da sabedoria que o rodeava. Ao lê-lo, o mundo tornava-se mais brilhante, utópico. Todas as preocupações desapareciam e os problemas parecia que nem lá estavam.

Tudo isto com verdades que todos nós conhecemos e que, no entanto, nos recusamos a aceitar. Preferimos complicar as coisas quando deveriamos fazer o contrário.

Deixo-vos aqui a primeira de muitas lições que colocarei no meu blog de tempos a tempos. Espero que vos ajude e que vos indique o caminho a seguir na vida.

Bênçãos Encobertas

O único problema que se põe relativamente à tristeza, ao desespero, à raiva, ao desânimo, à ansiedade, à angústia e à miséria é que o leitor se quer livrar de tudo isso. Essa é a única barreira. Terá de viver com tudo isso. Não pode simplesmente fugir. Tudo faz parte da vida em que tem de se integrar e crescer. São desafios da vida. Aceite-os. São bênçãos encobertas.
A Sorte e o Azar de um Aldeão (Parábola)

Um homem tinha um cavalo muito bonito e o cavalo era tão raro que até os imperadores tinham pedido ao homem para o vender – fosse qual fosse o preço – mas ele recusou. Então, uma manhã, ele descobriu que o cavalo tinha sido roubado. A aldeia inteira reuniu-se para lamentar e todos diziam:
- Que infeliz! Podias ter ganho uma fortuna; as pessoas ofereciam-te tanto. Foste teimoso e foste estúpido. Agora o cavalo foi roubado.
Mas o velho riu e disse:
- Não digam disparates! Digam apenas que o cavalo já não está no estábulo. Deixem que o futuro venha e depois veremos.
E aconteceu que, quinze dias depois, o cavalo regressou e não vinha sozinho – trouxe uma dúzia de cavalos selvagens com ele da floresta. A aldeia inteira juntou-se e todos disseram:
- O velho tinha razão! O cavalo voltou e trouxe doze belos cavalos com ele. Agora, pode ganhar tanto dinheiro quanto quiser.
Foram ter com o homem e disseram-lhe:
- Perdão. Não conseguimos entender o futuro e os caminhos de Deus, mas tu és grandioso! Tu sabias algo sobre isso; tu tens alguma visão sobre o futuro.
Ele disse:
- Que disparate! Tudo o que sei é que o cavalo regressou com doze cavalos; o que vai acontecer amanhã ninguém sabe.
E no dia seguinte sucedeu que o filho único do velho homem caiu e partiu as pernas quando estava a tentar domar um dos cavalos. Toda a aldeia se reuniu novamente e todos disseram:
- Nunca se sabe; tinhas razão. Afinal, foi uma maldição. Teria sido melhor que o cavalo não regressasse. Agora, o teu filho ficará aleijado para toda a vida.
O velho disse:
- Não se precipitem! Esperem e vejam o que acontece. Digam só que o meu filho partiu as pernas; é tudo.
Aconteceu que, quinze dias depois, todos os jovens da aldeia foram levados à força para combater porque o país ia entrar em guerra. Somente o filho do velho homem foi deixado para trás, porque não tinha qualquer utilidade. Toda a gente se reuniu… e disseram:
- Os nossos filhos partiram! Pelo menos, tu tens um filho. Talvez esteja aleijado, mas está aqui! Os nossos filhos partiram e o inimigo é de longe mais forte; vão ser todos mortos. Na nossa idade avançada, não teremos ninguém para tomar conta de nós, mas tu, pelo menos, tens o teu filho e talvez ele fique curado.
Mas o velho homem disse:
- Digam apenas que os vossos filhos foram levados. O meu filho foi deixado para trás, mas não há nenhuma conclusão.

Limite-se a expressar o facto! Não pense nas coisas como sendo uma maldição ou um bênção. Não interprete e subitamente verá que tudo é maravilhoso.

Ausência prolongada

Peço imensa desculpa a todos aqueles que gostam de ler o meu blog ou que têm curiosidade acerca do que escrevo. Ultimamente o trabalho escolar não me tem deixado tempo para escrever acerca do que penso. Nunca deixei de ter novas ideias nem de pensar acerca de assuntos da vida. No entanto, a escola rouba-me a energia necessária para depositar aqui o que me vem à memória.

Mais uma vez peço desculpa e passo desde já a avisar que voltarei a escrever regularmente nas férias do Natal, altura em que espero ter mais tempo para mim.

domingo, outubro 17, 2010

Agostinho da Silva

O professor Agostinho da Silva nasceu a 13 de Fevereiro de 1906, no Porto, e  foi, provavelmente, o maior filósofo  e pensador português. Para além disso, foi também poeta e ensaísta. O seu pensamento combina elementos de panteísmo, milenarismo e ética da renúncia, afirmando a Liberdade como a mais importante qualidade do ser humano. Agostinho da Silva pode ser considerado um filósofo prático e empenhado, através da sua vida e obra, na mudança da sociedade. Contudo, devido à ditadura salazarista e falta de liberdade de expressão, este grande homem é exilado para o Brasil, e é lá que desenvolve a sua filosofia. É por isso que não pudemos tirar proveito da sua filosofia, ficando grande parte dela no Brasil.

Aqui está um pequeno mas maravilhoso poema deste grande homem:

O que faço só importa
Se traduz o que vou sendo
Se assim não for é nada
Só finjo que estou fazendo.




Mini-Questionários

Bem, já falei de alguns dos temas dos questionários, como o determinismo e o egoísmo. Anteriormente, fiz as mesmas perguntas a alunos da minha escola, para um trabalho de estatística (matemática). Obviamente que os resultados não foram iguais. Contudo, a única coisa que me espantou foi o facto de 46% das pessoas que respondeu ao questionário sobre o Egoísmo ter respondido que sim, que somos todos egoístas. Poucas são as pessoas que pensam assim.

Em relação ao que os inquiridos gostam mais: pensei que fosse poesia e não teatro. Poucas são as pessoas que gostam de teatro. Eu pelo menos conheço poucas e, por outro lado, conheço muitas que gostam de poesia e que escrevem os seus próprios poemas. Eu próprio, por vezes, escrevo poemas. Contudo, fico feliz por saber que as pessoas preferem a filosofia à poesia, e o facto de gostarem ainda mais de teatro continua a surpreender-me.

O facto de a filosofia para vocês ser um mundo deixa-me muito contente. Todavia, não podia esperar outra coisa. Quem visita um blog de filosofia muito provavelmente gosta de filosofia. Poucos foram aqueles que  responderam outra coisa.

Em relação aos filósofos eleitos. Já esperava que a coisa ficasse renhida entre o Descartes e o Kant. Contudo, o Descartes ganhou, apesar de ter sido por muito pouco. Na minha opinião, ambos os filósofos são bastante bons e ambos tiveram ideias fascinantes. No caso do Maquiavel e do Rousseau, esperava que ninguém os conhecesse. Em relação ao Maquiavel acertei. Contudo fiquei surpreendido com o facto de também terem eleito o Rousseau.

Os questionários vão continuar a aparecer, e as perguntas vão continuar a ser feitas.

Desejo-vos uma boa semana a todos!

sexta-feira, outubro 01, 2010

Princípios de Mahatma Ghandi

Adoro esta filosofia de Gandhi e adoro a pessoa que ele foi, em vida. Sempre o admirei muito e as suas palavras dizem-me mesmo bastante.

Isto é a sua pequena filosofia:

«Mantenha os seus pensamentos positivos porque os seus pensamentos tornam-se nas suas palavras. Mantenha as suas palavras positivas porque as suas palavras tornam-se nas suas atitudes. Mantenha as suas atitudes positivas porque as suas atitudes tornam-se nos seus hábitos. Mantenha os seus hábitos positivos porque os seus hábitos tornam-se nos seus valores. Mantenha os seus valores positivos porque os seus valores... tornam-se no seu destino.»

domingo, setembro 26, 2010

Ewige Wiederkunft (Eterno Retorno)

Friedrich Nietzsche acreditava e defendia que a vida se repetia infinitamente. Defendeu que a vida que vivemos e que a que vivemos anteriormente, se repete num ciclo infinito. Que cada dor, cada prazer, cada pensamento, cada suspiro e tudo o que há de indivisivelmente pequeno e de grande na vida, se há-de repetir num outra vida futura, e tudo na mesma ordem e sequência.

Apesar de isto se relacionar com o determinismo radical, relaciona-se, principalmente, com a vida para além da morte. Como outros se perguntaram, eu pergunto-me: 'Se realmente a teoria do eterno retorno for real, que implicações é que isso tem na nossa vida? Nunca saberemos se a teoria é real ou não porque, mesmo que reencarnemos num outro corpo e numa outra época, de nada nos lembraremos. E então? De que nos vale pensar numa coisa que nunca se vai poder provar?'

A morte é muito importante para a existência de uma vida boa. Contudo, tudo o que está para além dela, não faz parte desta vida. Não nos compete a nós questionarmos e procurarmos saber o que se encontra para além da morte, ou seja, desta vida. Tudo isso simplesmente não faz parte desta vida.

E se nada existir para além desta vida? Se for simplesmente isto? Se assim o for, muitas pessoas perceberão, obviamente, como estão a desperdiçar esta efémera vida. Porque não podemos tomar nada como garantido. Não podemos apenas acreditar que existe um Inferno e um Céu para um dos quais nós iremos, apenas porque assim o desejamos. Mas isso não implica que deixemos de nos preocupar com as nossas acções. Não implica que devemos deixar de nos preocupar em fazer o Bem porque este deve ser praticado independentemente de existir vida, ou não, para além da morte.

A grande questão é: Porque nos preocupamos com estas coisas? Nem sabemos comprovar que temos alma ou o que ela é. A vida é demasiado curta para nos preocuparmos com estas coisas. Temos simplesmente de a aproveitar ao máximo e de dar valor a tudo o que temos. Se já vivemos esta vida, ou se a viveremos novamente, não interessa, pois nunca o chegaremos a saber realmente. Contudo, temos que agir como se isso acontecesse.

quinta-feira, setembro 23, 2010

O lado bom da Morte

A morte é algo tão maravilhoso, não acham? Que pergunta tão estranha... Mas o que seria a vida sem a morte?

Para existir vida tem que existir morte. A morte dá um significado muito mais valorativo e importante à vida (a morte física, obviamente). Sem morte, a vida não teria sentido e seria completamente vazia.

É como o Yin e o Yang. A vida é composta por este tipo de coisas: Bem e Mal, simpatia e antipatia, felicidade e infelicidade, egoísmo e altruísmo, vida e morte. Se assim não fosse, não seria a mesma coisa. Os opostos completam-se, logo, a morte completa a vida.

Tememos tanto a morte, mas temos muitas mais razões para temer a vida. As pessoas não entendem que a morte não é mais do que o desaparecimento da face da Terra. E o que é que sabemos disso? Nada! Apenas podemos ter receio do que não conhecemos. Contudo, se conhecemos a vida e os perigos que temos que enfrentar para a viver bem, porque não nos preocupamos com ela? Tenho o dobro de receio da vida, do que da morte. Esta última para mim nada significa senão aquilo que disse anteriormente.

Se o conceito de morte nos acompanhar constantemente, viveremos definitiva e irrevogavelmente melhor. Se tivermos a percepção de que a qualquer momento podemos simplesmente parar de respirar, então veremos a vida com outros olhos. Veremos a vida como aquelas pessoas que vêem uma coisa pela última vez e não podemos negar que, o que se sente, ao fazê-lo, é bom.

A morte é algo óptimo, acreditem. Sem ela, nunca viveríamos, apenas existiríamos. Sem ela, nasceríamos mortos. A vida é boa, alucinante, perigosa, excêntrica, gloriosa, verdadeira porque a morte existe. A morte completa a vida.

quarta-feira, setembro 22, 2010

O Valor das Coisas

'O nosso lixo é a sobrevivência de muitas pessoas'. É esta a mensagem principal que a mensagem sugere. E eu considero este tema de extrema importância.

A tecnologia, e todos os benefícios da ciência, estragaram-nos, a nós, seres humanos que podemos usufruir desses mesmos benefícios. Tornámo-nos mimados e futéis. Precisamos de tudo e mais alguma coisa, mesmo daquelas coisas que em nada melhoram a nossa vida. E, o pior, é que não conseguimos perceber o que estamos a fazer e como agimos. Simplesmente consumimos e consumimos para depois deitarmos tudo fora. Temos que ter um iPod, um telémovel, um computador, roupas fixes,... Para que servem essas coisas? Temos de nos contentar com o que temos de básico. Temos de nos contentar por termos uma casa, comida e livros para estudar. Porque para muito gente os livros são apenas um sinónimo de trabalho. Contudo, como se vive sem se trabalhar? Não se vive! E estudar é o melhor trabalho que alguém pode ter.

Temos de parar para pensar. Temos que dar valor ao que temos. Deitamos meia barra de cereais fora porque não nos apetece mais. Há alguém no mundo que mataria por meia barra de cereais. Deitámos uma folha que tem a parte de trás lisa e branca apenas porque a outra parte está escrita. Há alguém no mundo que, se tivesse uma caneta e essa mesma folha, guardá-las-ia como se fossem sagradas. Para nós uma caneta, uma folha, uma barra de cereais, uma televisão, uma casa, são coisas banais e vulgares. Mas não é por isso que lhes deve ser destituído o seu valor original. Um televisão é uma maravilha da tecnologia e da ciência, uma conquista fantástica. Uma caneta é uma coisa que deixaria os antigos gregos de boca aberta, assim como uma folha.

As coisas têm mais valor do que aquele que lhes damos. Temos que começar a tentar dar todo o valor que merecem. Não desperdiçar nada e pensar naqueles que não têm essas mesmas coisas que nós desperdiçamos e como se sentiriam se as tivessem. A alegria que sentiriam se as tivessem. Para nós sentirmos essa mesma alegria, temos que começar a dar-lhes o valor que essas pessoas lhe dão. Tudo o que é banal é triste. Nada é banal, apenas se assim o quisermos.

segunda-feira, setembro 20, 2010

Analogismo Militar

Um general militar criou uma muralha para se proteger de um ou vários ataques de inimigos conhecidos e identificados como perigosos. Contudo não construiu portões nem nada que se parecesse. Assim não havia possibilidade de ser invadido. Todavia, também não havia possibilidade de ser auxiliado.

Passados uns tempos de ser atacado, depara-se com aliados seus e amigos de velha data. Porém, estes não podiam entrar e auxiliá-lo na sua guerra visto que, para isso, a barreira teria que ser destruída. Isto não poderia acontecer porque os seus inimigos encontravam-se também junto deles. Se a barreira fosse destruída os aliados entrariam, assim como os inimigos.

O que fariam vocês numa situação como a do general?

Passo a explicar o porquê deste texto metafórico. Certo dia, tive uma conversa com uma amiga minha que, surpreendentemente, passou de um carácter sério para o carácter filosófico. Estavamos nós a discutir o porquê de certos problemas nossos até que, num determinado momento, ela me confessou: «Já não confio muito nas pessoas. Tornei-me desconfiada por ter más experiências com amigos. Por confiar em pessoas que achava serem realmente dignas da minha confiança. Contudo, essas pessoas traíram essa mesma confiança que lhes depositei. Traíram-me... não sei se agora deva confiar.» (obviamente que não foram estas as palavras usadas por ela, mas inovei um pouco). Com a possibilidade de vir a ter um grande amigo, o que vocês fariam? Ela criou uma barreira psicológica, um preconceito convicto de que as pessoas não merecem confiança por não a respeitarem. E isso relaciona-se com o pequeno conto visto que, apesar de ela não deixar entrar os seus inimigos (as pessoas que traem a sua confiança), também não permitia a entrada dos seus aliados/ amigos (as pessoas em que ela pode confiar). Eu expliquei-lhe isto e perguntei-lhe o que preferia. O que preferiam vós?

Nós criamos centenas de barreiras e protecções. Isto para nos protegermos do que achamos prejudicial, maligno e cruel. Contudo, algumas das vezes, essas barreiras não têm fundamento. Por vezes até temos mesmo inimigos que não conhecemos, que não respeitamos por simples preconceitos. O que vos peço é o seguinte: pensem bem nas coisas de que se protegem. Algumas são inofensivas, outras não. Contudo, existem aquelas que são benéficas e que nos ajudam a viver melhor.

Quando destruímos a muralha que antes construímos, estamos a destruir uma convicção que antes não tínhamos. Um mundo com convicções é um mundo sem filosofia. Destruam as vossas muralhas. Defendam-se como puderem do inimigo e vivam alegremente com o amigo.

sábado, setembro 18, 2010

Masoquismo indiscreto...


Um dia destes pus-me a pensar no tabaco. Por que é que tanta gente fuma? E por que fumam? E por que continuam a fazê-lo sabendo quais as consequências de o fazer? Cheguei a duas conclusões: ou essas mesmas pessoas são ignorantes e não sabem quais os malefícios do tabaco (muito pouco provável) ou então são masoquistas.

Uma pessoa pode não conhecer quais as graves consequências que o tabaco traz consigo. Se não conhecer essas mesmas consequências  se lhe der prazer fumar, não vê qual o motivo para parar. Felizmente, actualmente esse número de pessoas é infinitamente reduzido. Infelizmente e surpreendentemente, as pessoas que conhecem os perigos de fumar não o deixam de o fazer. Conclusão: são masoquistas.

Um masoquista, para quem não sabe, é alguém que tem prazer com actos que violentam o seu próprio corpo ou, por vezes, espírito, como por exemplo cortar-se ou mutilar-se propositadamente. O tabaco violenta irrevogavelmente o nosso corpo. É verdade que é diferente mas, a única diferença, é a maneira como o violenta. Um corte provoca-nos uma dor aguda e momentânea. Passado uns minutos já não sentimos nada, se for um corte pouco profundo, obviamente. O tabaco mata-nos lentamente, causa-nos dor de diferentes maneiras. Apesar de não sentirmos nenhuma dor momentânea ao fumar um cigarro, sentimo-la mais tarde, depois de fumar muitos cigarros. Se o fazemos propositadamente, somos masoquistas.

Fumadores e não fumadores, pensem comigo. O que diriam de uma pessoa que corta os pulsos? E o que diriam se essa mesma pessoa não ficasse por aí? E se essa pessoa fosse mais longe? E se essa mesma pessoa, após ter cortado os pulsos, corta-se os dedos? E depois a mão, e o braço, e o outro, e uma perna, e outra perna? E, se com todo esse banho de sangue continuasse viva, passasse para o o peito? Dilacerava o seu corpo desmembrado e, no final, com tamanho prazer, arrancaria o seu coração. Bem, acho que posso falar por todos: só pode ser doentiamente louco? Então, o que diriam de alguém que faz o mesmo mas de uma forma diferente e mais demorada? O que diriam de alguém que o faria para obter prazer, apesar de amar a vida? Bem, seria o louco confuso? Se ama a vida, porque faria tal coisa? Só para obter um prazer? Prefiro sofrimento ou dor momentânea do que prazer mortífero. Porque é isso que o tabaco implica: um prazer mortal.

Espero que tenham entendido a minha pequena "história". Se fumam, deixem de o fazer. A não ser que na verdade sejam aquela pessoa que se mata por prazer. Se não forem desse género de pessoa, parem agora. Muitos de vós ainda vão a tempo. Outros, já tiveram uma oportunidade...

Só têm uma oportunidade: ou agora, ou nunca.

quinta-feira, setembro 09, 2010

Nazismo

Estou agora a ver um filme na RTP 1 que se chama América Proibida. Está relacionado com os skinheads na América do Norte. Diziam eles que combitiam a invasão ilegal de outras raças como a negra, a asiática, a mexicana, etc. Achavam que essas mesmas pessoas estavam a roubar os benefícios que deviam estar ao dispor dos americanos. Contudo, o mais impressionante, é o facto de essas mesmas pessoas (se é que lhes posso chamar de pessoas) venerão Adolf Hitler e o seu desumano nazismo.

Nunca nada me impressionou tanto, acerca da história da humanidade, como o nazismo. Foi a mais demoníaca e sobernatural existência no mundo. Antes de mais nada, ninguém é capaz de entender como é que pessoas como Hitler viveram tempo suficiente para cometer tão horrorosos e terríficos actos. Charmar-lhe de Anticristo é um eufemismo. Nem sei como o posso caracterizar. Não sei se diga que era ignorante, preconceituoso, racista, demoníaco, puramente mau, ... Provavelmente era tudo isso e muito mais. Todavia, piores foram aqueles que se deixaram encantar pelos seus apelativos discursos. Que se deixaram manipular, controlar. Que fizeram tudo o que lhes mandavam sem nunca questionar a palavra do seu Fuher. Sádicas aberrações da Natureza.

Ainda assim, todo este grande holocausto e genocídio servi-nos como lição. Um lição que não pode ser esquecida. Não nos podemos esquecer que todos somos irmãos, que todos somos humanos, que todos somos um. Todos nós fazemos parte da Natureza. Ninguém é melhor que ninguém. «Todos diferentes, todos iguais». Porque é que as pessoas utilizam esta expressão sem reconhecer o seu verdadeiro significado? Nós somos todos iguais. Não é a raça ou a cor que nos distingue. Nada dessas coisas importam. O sangue que corre nas nossas veias, nas veias do Homem, é todo ele vermelho. E a isso já não prestam atenção!

Só de olhar para um símbolo que representa todo aquele grande horror que manchou a nossa Mãe Natureza com sangue de inocentes e pecadores, só de olhar para um desses símbolos, dá-me vontade de gritar. Gritar para expulsar esses demónios das cabeças de quem quer repetir o mesmo erro. De quem acha que, o que aconteceu, foi o melhor para a humanidade e que se deveria repetir! De todas as aberrações sanguínarias que não conseguem distinguir o Bem do Mal! Porque infelizmente ainda existem pessoas assim. Aberrações da natureza. Bestas sádicas...

Não pensem que estes assuntos não são importantes. Não pensem que as aulas de História servem apenas para jogar ao jogo do galo. A História existe para nos mostrar erros que não podem voltar a ser repetidos. Existe para mostrar ao mundo como ainda existem almas boas e puras que tentam e conseguem dizimar esses mesmo erros. Por favor, prestem mais atenção a estes assuntos pois eles merecem essa atenção e, em qualquer caso que seja, não brinquem com eles. Não brinquem com coisas que custaram a vida a milhões de pessoas.

Filmes relacionados com o nazismo:
- A Vida é Bela
- Valquíria
- O rapaz do pijama às riscas
- A Lista de Schindler
- Sacanas sem Lei

terça-feira, setembro 07, 2010

Um Verão cheio de experiências...



Peço desculpa aos meus assíduos seguidores pela minha longa ausência. Não tive outra opção senão a de me ausentar.

O Verão está a acabar e a escola a recomeçar. Tudo tem um fim (ou será que é nada?). Temos que viver com isso e ver o lado positivo das coisas. É óbvio que o Verão é utópico para nós, adolescentes, e o meu estava a ser mesmo bom. Contudo, quem não tem nem que seja só um bocadinho de saudades da escola? De rever os antigos colegas, de conhecer novos, de entrar numa nova escola, etc. Quem não tem saudades dessas coisas?

Todavia, esta mensagem tem como tema o Verão e não a escola. Obviamente que não vou falar sobre o Verão, no geral. Vou falar, particularmente, no meu Verão.

Bem, foi um Verão como os outros: praia, amigos, saídas à noite, viajar, etc. Contudo, para além disso, tive também algumas experiências. Umas boas outras más. Não as vou referir vou apenas divagar um pouco sobre o que é experimentar.

Ainda mesmo ontem, surgiu-me uma frase acerca deste mesmo tema: «Não são as experiências que são más mas sim o hábito de as experimentar». O que queria eu dizer com isto: apenas que experimentar coisas novas não é uma coisa má, por mais que essas mesmas coisas experimentadas possam ser aparentemente impuras ou indignas (drogas, tabaco, álcool). Não estou a contradizer o que disse anteriormente. Sim, as drogas, o tabaco e o álcool são coisas más se as experimentarmos regularmente. É óbvio que é um pouco mais complicado que isso mas experimentar essas mesmas coisas (não estou a dizer que experimentei) não é algo mau, é algo natural. É natural nós querermos conhecer e experimentar coisas novas. Não é normal nós as experimentarmos habitualmente sabendo quais os riscos de o fazer.

Com tudo isto apenas queria passar uma mensagem: não construam muros contra inimigos que desconhecem. Primeiro, têm que os conhecer. Depois, podem construir o que quiserem para se protegerem dele.

sexta-feira, julho 30, 2010

"Viver a vida"

Adoro quando as pessoas dizem: "Estou a viver a vida!"; ou: "Tens que viver a vida!". Então pergunto-me: "Qual o significado de 'viver a vida'? Bem, eu sei as respostas das pessoas que afirmam o que anteriormente referi: "Viver a vida é aproveitar o momento. É aproveitar a vida e fazer o que gostamos e o que nos dá prazer.". E o que nos dá prazer? Bebidas, drogas, tabaco, sexo... Não preciso de afirmar que essas coisas que referi, excepto o sexo, a não ser que este seja descontrolado, são prejudiciais à vida do Homem. Com ou sem excesso, temos que admitir que são porque corrompem-nos e distorcem a nossa personalidade não sabemos bem como. Para mim, coisas como essas são obviamente más, por mais prazer que nos possam trazer. Isto porque esse prazer que elas nos fornecem é físico e superficial.

Para mim, viver a vida é mais do que isso. Viver a vida é algo profundo, como o é a própria vida. Viver a a vida BEM é amar a própria vida, e não desperdiçá-la. Quem ama a vida vive-a bem. A vida não se reduz ao tabaco, ao álcool, ao sexo e a todas essas coisas carnais. Viver a vida é aproveitar os momentos presentes, concordo. Mas não alimentando o nosso corpo, satisfazendo as necessidades perversas e supérfluas que este exige. É alimentar a alma, que pede para ser alimentada e não esquecida...

O Anticristo

 
Já acabei de ler o livro que estava a ler (O Anticristo). Tenho que admitir que não percebi grande parte do livro mas gostei do que consegui entender.

É um livro que eu recomendo aos que se consideram cristãos, apenas para que se familiarizem com uma perspectiva diferente daquela a que estão acostumados.

Deixo aqui o capítulo que, na minha opinião, melhor define o livro (Capítulo 15):

"No cristianismo, nem a moral, nem a religião, estão em contacto com a realidade. Nada mais do que causas imaginárias («Deus», «a alma», «eu», «espírito», «livre-arbítrio» - ou mesmo o arbítrio que não é «não livre»); nada mais do que efeitos imaginários («o pecado», «a salvação», «a graça», «a expiação», «o perdão dos pecados»). Uma relação imaginária entre os seres («Deus», «os espíritos», «a alma»); uma imaginária ciência natural (antropocêntrica; uma absoluta carência do conceito de causas naturais); uma psicologia imaginária (nada mais do que mal-entendidos, interpretações de sentimentos gerais agradáveis ou desagradáveis, tais como os estados do grande simpático, com a ajuda da linguagem figurada das idiossincrasias religiosas e morais) - («o arrependimento», «a voz da consciência», «a tentação do Demónio», «a presença de Deus»); uma teleologia imaginária («o reino de Deus», «o Juízo Final», «a vida eterna»). - Este mundo de puras ficções distingue-se, para sua desvantagem, do mundo dos sonhos, pois que este reflecte a realidade, enquanto o outro mais não faz do que falseá-la, depreciá-la e negá-la. Desde que o conceito de «natureza» foi inventado como oposição ao conceito de «Deus», «natural» tornou-se o equivalente de «desprezível» - todo este mundo de ficções tem a sua raiz no ódio contra o natural ( - a realidade! - ), o ódio é a expressão do profundo incómodo causado pela realidade. Mas isto explica tudo. Quem é que tem razões para sair da realidade através de uma mentira? Só aquele a quem a realidade faz sofrer. Mas sofrer, nesse caso, significa ser ele próprio uma realidade falhada... A preponderância do sentimento de pena sobre o sentimento de prazer é a causa desta religião, desta moral fictícia: um tal excesso fornece a fórmula para a decadência..."

quarta-feira, julho 14, 2010

Ágora

Vi este filme no cinema e, agora que o tenho em DvD, já o vi outra vez. Está simplesmente fascinante e quem o achou uma seca ou não percebeu a história e a moral que encerrava ou é insensível.

«Século IV d.C. No Egipto, sob o poder do Império Romano, violentos confrontos sociais e religiosos invadem as ruas de Alexandria… Presa entre paredes, sem poder sair da lendária livraria da cidade, a brilhante astrónoma, Hypatia, com a ajuda dos seus discípulos, faz tudo para salvar os documentos da sabedoria do Antigo Mundo… Entre os discípulos, encontram-se dois homens que disputam o seu coração: o inteligente e privilegiado Orestes e o jovem Davus, escravo de Hypatia, dividido entre o amor secreto que nutre por ela e a liberdade que poderá ter ao juntar-se à imparável vaga de Cristãos.»