domingo, junho 27, 2010

Liberdade

Como é bom sentirmo-nos livres! E então agora! Para mim, é isso que o Verão representa: liberdade. Liberdade para me dedicar ao que gosto, ao que me interessa. Liberdade para passar tempo com os meus amigos; liberdade para ir ao cinema; liberdade para ir passear sem motivo aparente (apesar de não o fazer).

Contudo, Jean Paul Sartre dizia: "Ser-se livre não é fazer-se aquilo que se quer, mas querer-se aquilo que se pode". Bem, se eu posso passar o meu tempo a ajudar os outros, o que, para além do mais, é algo que gosto de fazer, porque não hei-de fazê-lo? Não quero desperdiçar o meu Verão e as minhas férias. Não quero ficar enfiado em casa em frente a um ecrã, deitado no sofá, preso a uma desvirtuosa monotonia. Quero sair à rua, inspirar o ar puro, bem fundo, e pensar: "Boa. Hoje só tenho que obedecer às minhas próprias leis".

Não quero ser livre para poder dedicar a minha vida a uma felicidade ilusória, apesar de, por vezes, ser muito tentadora. Nem é assim que vejo a liberdade. Liberdade não é não fazer nada. Liberdade não é fazer o que nos apetece, aquilo que gostamos. Liberdade é gostar daquilo que fazemos. (“A sabedoria da vida não consiste em fazer aquilo que se gosta, mas em gostar do que se faz.” Leonardo Da Vinci).

Agora somos livres, durante este curto período de férias. Mas não se preocupem. Também o poderão ser durante o tempo de aulas ou até mesmo a trabalhar. Apenas têm que abraçar o que fazem com toda a força que têm e, a partir daí, verão tudo com outros olhos.

Boas férias!

segunda-feira, junho 21, 2010

Realidade e Ilusão

Afinal de contas, o que tem a realidade de bom? Aparentemente, nada! Estamos mergulhados num mar de ignorância, ódio, inveja e muito mais. Estamos mergulhados num mar de pecados, num mar de dementes, num mar de loucos. Dementes e loucos que vivem na pura ilusão. Na ilusão de que nada está errado, nada de mau vai acontecer.

Porque é que, então, não podemos viver todos na ilusão? Disse, anteriormente, que os ignorantes, não podem lutar para tornar o mundo um local melhor para se viver. E se a batalha já estiver perdida? E se todas as forças do Homem já nada puderem fazer para combater a vingança da natureza que se avizinha? E se morrermos amanhã, ou até mesmo hoje? Que felicidade nos deu, então, a realidade?

Esta mísera realidade nada nos dá senão tristezas. Porque não vivemos, então, na pura ilusão onde tudo dependa da nossa imaginação? Albert Einstein dizia que a imaginação é melhor que o conhecimento. Concordo plenamente. O que é que o conhecimento nos deu, até agora? Muitos benefícios, é verdade. Prolongou a nossa esperança média de vida, melhorou mesmo as nossas condições de vida, etc etc. O que ignoramos no meio de isto tudo? Os prejuízos que nos trouxe. Até à uns anos, nada do que fazíamos parecia ter alguma coisa de errado. Actualmente, sabemos que o que fizémos é o que conduzirá ao fim da nossa espécie. Então, para quê o conhecimento agora? Passemos todos a ser loucos, dementes, e provavelmente seremos mais felizes. Talvez tenhamos que abdicar da realidade para sermos felizes.

O que me deixa encalhado é uma das frases de Séneca: "Antes queria ser derrotado no bem do que vencer no mal". Será que a frase pode ser aplicada a este tema? As ilusões, realmente, são más...

sexta-feira, junho 18, 2010

As palavras...

Não é maravilhoso o facto de conseguirmos comunicar através de palavras? Os outros animais comunicam apenas através de simples sons e gestos. É simplesmente maravilhoso...

Contudo, até onde as palavras nos podem levar? Há coisas que não conseguem ser exprimidas numa palavra ou num conjunto de palavras. "Amo-te" é uma palavra muito pouco profunda comparada com o sentimento do Amor que, provavelmente, é o mais profundo que existe.

E as falhas de comunicação? Tomemos como exemplo: duas pessoas olham para o céu e ambas dizem que este é azul. No entanto, uma vê o céu laranja e o outro vê-o verde. Porém, ambas afirmam que este é azul, visto que foi isso que lhes ensinaram. Como poderemos saber alguma vez o que a outra pessoa vê, cheira, ouve ou sente? E quando dizemos: "Eu compreendo o que sentes..."? Como poderemos alguma vez compreender o que as outras pessoas sentem se não estamos na pele dessas mesmas pessoas? Não compreendemos!

As palavras, por mais magnífícas que possam ser ou parecer, podem sempre ser usadas com más intenções: para enganar, manipular, ... Por exemplo: temos dois rapazes e duas raparigas. Um dos rapazes diz a uma das raparigas: "Amo-te", na esperança de vir a ter um namoro feliz e duradouro com ela. O outro, no entanto, diz à outra rapariga o mesmo mas na esperança de poder vir a ter uma noite escaldante e nada mais. Ambos disseram o mesmo mas ambos tinham diferentes motivos para o dizer e o que cada um dos rapazes sentia era diferente. E aqui encontramos outro problema: a veracidade do que se diz. Como podemos nós alguma vez vir a descobrir se o que outra pessoa diz que sente, ouve, cheira ou vê é real?

Às vezes as palavras não dizem tudo...

"É verdade que se mente com a boca, mas a careta que se faz ao mesmo tempo diz, apesar de tudo, a verdade."  Friedrich Nietzsche

“O dom da fala foi concedido aos homens não para que eles se enganassem uns aos outros, mas sim para que expressassem os seus pensamentos uns com os outros.” Santo Agostinho

sábado, junho 12, 2010

Os Prazeres e Consequências


Olho à minha volta e que vejo eu? Bestas ignorantes a satisfazerem os seus desejos e impulsos. Bestas aparentemente felizes. Bestas que não se preocupam com as consequências futuras, apenas com as consequências imediatas. Bestas dedicadas à satisfação dos prazeres inferiores, não tendo noção de que estes, apesar de agradáveis no momento, são bastantes nocivos e podem trazer graves problemas futuros.

Agora pergunto: será que essas bestas são realmente felizes? Será que devemos, pois, dedicar-nos à satisfação desses míseros prazeres inferiores em vez de tentarmos alcançar a satisfação dos superiores? E as consequências? Quais são as que têm mais valor: as consequências do imediato ou as consequências a longo prazo? Se calhar as pessoas que dão mais valor às consequências do imediato são mais felizes, ou talvez não. Como poderemos algumas vez vir a descobrir se nenhum de nós possui uma balança que nos permita pesar a felicidade sentida por cada um?

Só vejo míseras bestas sádicas e rudes a satisfazerem os seus impulsos e desejos. Será que é bom? Será que a felicidade consiste na satisfação desses impulsos e desejos? Como poderei vir eu a sabê-lo?

E se não houver futuro? Se a situação apocalítptica do mundo actual não nos permitir viver o tempo que desejamos? Se não conseguirmos ver os nossos filhos a ir para a universidade, ou até mesmo a ir trabalhar e a ter uma vida de sucesso? Se não existir futuro, que valor têm as consequências a longo prazo? Que valor têm os prazeres superiores? Que valor tem a sabedoria e consciência? Pessoas conscientes apenas têm mais problemas (falo por mim!). Será que essa ignorância impura, tão vista nos dias de hoje, não nos trás mais felicidade do que a consciência de todos ou de grande parte dos problemas existentes no mundo?

A única coisa que sei é que essas bestas ignorantes nunca poderão lutar para tornar o mundo um local melhor para viver. Nunca poderão lutar para acabar com essa ignorância que as assombra. Nunca poderão lutar pela verdadeira essência e pureza que constitui o ser humano. Pelo contrário, as pessoas conscientes poderão.

segunda-feira, junho 07, 2010

Ignorância...

Santa ignorância! Como pode o ser humano ser tão ignorante? Se tivesse de descrever os seres humanos apenas numa única palavra diria que são ignorantes, no geral.

Já repararam ao que as pessoas dão importância? Só de olhar para aquelas mulheres e raparigas histéricas que aparecem na televisão a gritar pelo Ronaldo... Só isso basta para percebermos como o ser humano está a entrar numa fase de decadência.

E os interesses do jovens? Já repararam o que lhes interessa? Como é possível os jovens terem-se tornado tão ignorantes ao ponto de terem interesses tão... estúpidos! E a idade com que começam a ter relações sexuais? Não lembra a ninguém! Parece um filme autêntico! Com estas atitudes, o sexo, entre os jovens, tornou-se uma coisa banal! Já se perdeu toda aquela aura de intimidade, aquele calor apaixonante entre os parceiros. Nada disso existe agora, e vai deixar de existir devido aos valores dos jovens. O quão imaturos são! O quão... IGNORANTES são!

Deixa muito a desejar. Por vezes apetece-me mesmo chapar a cabeça de certas pessoas contra a parede para ver se começam a entender que o que fazem é errado. O quão estúpidas são! E avisá-las é escusado! É como dizer: não vás contra aquela parede. E o que é que a pessoa faz? Vai chapar-se completamente contra a parede. Por vezes mais que uma vez!

O quão estúpidas estas pessoas são! Às vezes apetece-me esconder-me e pensar que tudo isto é um pesadelo, pois até poderia ser um. Contudo e infelizmente, é um pesadelo bem real...

(Desculpem a informalidade...)

sábado, junho 05, 2010

Divina Comédia de Dante

Canto Primeiro

No meio do caminho da nossa vida
encontrei-me numa selva escura(1),
porque me tinha extraviado da via do bem(2).

Ah quanto é árduo e doloroso dizer qual era
esta selvagem, áspera e infranquiável
da qual só a lembrança me renova o terror!

Selva quase tão amarga como a morte!
mas para patentear o bem que eu aí encontrei,
falarei de outras coisas que então vi.

Eu não posso bem dizer como entrei,
tanto eu estava cheio de pecado, no momento
em que eu abandonava a via do bem.

Mas, quando cheguei ao pé duma montanha(3),
onde e fecahava o obscuro vale
que de terror me tinha trespassado o coração,

olhei para o alto, e vi os flancos da montanha
vestidos já dos raios do Sol(4),
que guia direito os viadantes.

Então o medo acalmou um pouco -
o tempo de desânimo, passado em grande angústia,
que tanto tinha durado no profundo coração.

Qual um náufrago que, com fôlego ansiado,
tendo escapado do mar profundo, enfim, sobre a
margem, se volve para a água perigosa e olha fixo,

assim o meu espírito, que sentia ainda a ansiedade
de salvar-se, volta-se para rever a passagem da
selva, que nunca ninguém transpôs com vida.

Notas:
1 - selva escura: a vida humana, o mundo - a selva dos erros e das paixões.
2 - via do bem: sobre a qual a Humanidade devia caminhar.
3 - montanha: a vida virtuosa.
4 - Sol: Deus

quarta-feira, junho 02, 2010

Poesia

A poesia para mim era algo chato, algo muito subjectivo e muito complicado e complexo. Continuo a pensar assim, em parte, mas adoptei uma nova perspectiva.

É verdade que a poesia é algo chato. É algo chato quando se trata dos sentimentos das outras pessoas. Os poemas criados por nós, esses sim, são interessantes. Não necessitamos de escrever muito bem ou ser grandes génios como Camões. Apenas necessitamos de um papel e de uma caneta. Pois a poesia é a expressão dos sentimentos, o que nós sentimos, o que nos vai no coração, na alma. Há pessoas que têm mais jeito para expressar esses sentimentos. Contudo, isso não impossibilita que as outras pessoas escrevam poemas. Eu gosto de escrever poemas, para mim. Não me importo se estão belos ou se fazem sentido para os outros, desde que faça para mim. Fazer poemas faz-me sentir aliviado e é como se tivesse a falar comigo próprio.

Não necessitamos de saber que tipos de rimas existem ou a métrica do versos. Precisamos apenas de saber português, de ter uma caneta e um papel. O resto é produto da nossa alma.

Quando se sentem sozinhos, escrevam poemas. Quando se sentem em baixo, escrevam poemas. Quando se sentem felizes, escrevam poemas. Quando se sentem vivos, escrevam poemas. Ganhem gosto pela poesia porque pode ser realmente maravilhosa, apenas temos de aprender a olhar para ela com outros olhos.

segunda-feira, maio 31, 2010

O que é a felicidade?

Peço desculpa às pessoas que acompanham o meu blog por não "postar" algo à dias. Porém, tenho tido muito que fazer... Mas passemos ao que interessa!

O que é a felicidade?

Muitos de nós pensam que sabem o verdadeiro significado de felicidade. Alguns até conseguiriam responder à  pergunta inicial. Todavia, será que essa resposta seria correcta? Será que nós sabemos mesmo o que significa felicidade ou não passa de outro mistério, como o Amor?

Tenho aqui algumas respostas retiradas do livro O Dia Em Que Sócrates Vestiu Jeans. Está explêndido e aconselho-vos vivamento a lê-lo.

1ª Resposta:
Não há coisa que mais desejamos excepto a felicidade. Porque é que valorizamos a amizade? Porque nos faz felizes. Porque é que valorizamos o êxito financeiro? Porque nos faz felizes. A felicidade é a única coisa valorizada por si mesma. A felicidade bate tudo! E o facto é que sendo a felicidade o objectivo de toda a gente, paradoxalmente só conseguimos alcançá-la apontando a tudo menos à felicidade... procurando as coisas capazes de proporcioná-la. A procura da felicidade em si mesma é a mais infeliz das demandas.

2ª Resposta:
Por vezes, a coisa que mais desejamos no mundo é que nos passe uma maldita dor de ouvidos. Naquele momento, nada nos faria mais felizes do que o desaparecimento da dor. E o que é que isto prova? Que a felicidade não é atingível. Se aquilo que mais desejarem é que vos passe a dor de ouvidos, imaginarão que serão gloriosamente felizes quando isso acontecer. E serão, durante cerca de 10 minutos... até esquecerem como a dor era horrível. Uma vez que desejamos sempre qualquer coisa, obtê-la não consegue satisfazer-nos. Haverá quem afirme que a felicidade não reside em atingir os nossos objectivos, e sim em lutar por eles. Mas desejar desesperadamente que uma dor de ouvidos passe não nos faz sentir felizes, mas infelizes. Portanto, nunca podemos ser felizes, excepto por uns breves instantes, até que chegue o desejo seguinte.

3ª Resposta:
O mundo do homem feliz é inteiramente diferente do do homem infeliz. A felicidade é uma competência. Toda a gente pode ser feliz, mas a faculdade de o concretizar é deficiente na maior parte de nós. Não a procurem... abracem-na. É um erro pensar que a felicidade é qualquer coisa que merecemos mas não temos. Muitas coisas boas são apenas a ausência de coisas más... saúde, segurança e liberdade são bons exemplos... e nós somos bons a apreciar o que falta. Felicidade é o estado em que não desejamos que qualquer coisa fosse diferente. Portanto, se aceitarmos as coisas como elas são, podemos permitir a nós mesmos sermos felizes. Decidam ser felizes e sê-lo-ão. As coisas mais pequenas podem trazer felicidade, se as deixarmos. Podem escolher a felicidade ou procurá-la em vão. No entanto, uma vez que a felicidade é uma competência, é inevitável que uns tenham mais talento do que outros. A felicidade pode ser apenas uma questão de sorte, um dom para uns, negado a outros. Mas todos podem melhorar, com a prática.

4ª Resposta:
O elemento mais fundamental da felicidade é a infelicidade. A felicidade é uma emoção complexa, mista. Muitas vezes, as pessoas preferem coisas que lhes provocam dor em vez de lhes darem prazer: por isso preferimos amor à mera gratificação sexual, a dura verdade à ignorância. O prazer, o conforto, o êxtase só tem significado através do contraste. Não podemos conhecer a satisfação se não tivermos antes experimentado a falta dela. O direito de procurar a felicidade? Preservemos antes o direito de sermos infelizes. Porque sem a infelicidade, a felicidade não tem qualquer significado.

O que acham? Têm mais alguma ideia do que possa ser a felicidade? (desculpem por ter prolongado tanto o post =S)

terça-feira, maio 25, 2010

Música Clássica

Adoro música clássica! É o meu tipo de música favorito. Também gosto muito de música folk e celta, mas prefiro música clássica.

Adoro o som dos vilonos, dos violoncelos e de tudo o resto. Todos eles juntos conseguem formar músicas utópicas. Por vezes, quando estou em baixo, basta-me ouvir umas das muitas músicas clássicas que tenho no computador, para acalmar. Por vezes, quando estou "parado" basta-me ouvir uma música para começar a reflectir sobre algo. Dá-me uma sensação de paz e harmonia que nunca poderia sentir ouvindo uma música pop ou rock. Fazem-me sentir vivo e alegre. Fazem-me ver o lado mais positivo da vida.

Qual é o estilo de música que gostam mais? Porquê?

sexta-feira, maio 21, 2010

O Amor


O Amor... Todos o procuramos, todos o buscamos. Mas será que na nossa busca constante pelo mundo, já não encontrámos o Amor?

Aqui, quem consegue definir Amor? Não sabemos o que é, como nos faz sentir, e é por isso que o procuramos incessantemente.

Contudo, imaginem que já tinham encontrado o Amor e o seu verdadeiro significado. Como saberiam o que era? Não sabiam! Não sabiam porque ninguém consegue definir o que é o Amor.

Será que já o encontrámos? Será que alguma vez o vamos encontrar? Será que ele já nasce connosco?

Custa-me pensar que já encontrei o verdadeiro Amor e, como não sei o que é realmente, posso tê-lo posto de lado, continuando, assim, procurando-o.

Não é uma tarefa estúpida, procurar algo que já se encontrou? Não é uma tarefa inútil? Podemos vir a encontrá-lo mas, como não sabemos o seu significado, podemos muito bem "mandá-lo embora".

Como vamos algum dia ser felizes amando se não sabemos o que é o Amor?

quinta-feira, maio 20, 2010

Os espelhos...


Hoje, depois de tomar banho, olhei-me ao espelho e pus-me a pensar: "Será que os espelhos são como que um portal para um mundo paralelo ao nosso? Um mundo onde tudo é idêntico a este?" Achei muito estranho ter pensado em tais coisas mas, será que é verdade?

Há pessoas que afirmam que o reflexo de quem se olha a um espelho é o reflexo da alma. Pois eu não sei. Será que não existe um mundo paralelo ao nosso? Talvez. Será que não se torna visível através dos espelhos? Provavelmente.

Contudo, tudo isto não tem lógica. Porém, o facto de se acreditar em Deus também não tem lógica, simplesmente se acredita.

Para vocês, o que é um espelho?

segunda-feira, maio 17, 2010

Hitler e a Igreja católica

O que tem Hitler a ver com a igreja católica? Nada! Mas que comparação tão absurda! Será? Convido-os a analisá-la.

Hitler, como toda a gente sabe, foi um líder nazi que iniciou a 2ª Guerra Mundial. Considerava a raça ariana superior e a raça judaica inferior. Matou milhares e milhares de judeus apenas por meras diferenças entre a sua raça, que era considerada como perfeita, e a raça judaica. Foi uma violação dos direitos humanos e ninguém o pode contestar!

Ok. Mas o que é que isso tem a ver com a igreja, perguntam vocês. Se eu vos perguntar o que é que Hitler fez, todos sabem responder. E se eu vos perguntar o que fez a igreja? Bem, perseguiu, esquartejou, crucificou, queimou milhares e milhares de pessoas. Não foi o mesmo que Hitler fez? Ambos mataram milhares de pessoas, apesar de ser por motivos diferentes. O que torna as intenções da igreja católica, que, supostamente, eram as de expandir a fé cristã,  mais puras do que as intenções de Hitler, que era dizimar um raça inteira? Nada! Nada porque ambas levaram às mesmas consequências! Estou a adoptar um ponto de vista consequencialista. Contudo, mesmo se não o fizer, observo que ambas as acções foram erradas. Se der mais valor às intenções (teoria deontológica), observo o mesmo!

Coloco-vos agora uma questão. Sabemos que tanto a igreja católica como Hitler cometeram actos horrendos e obviamente condenáveis. Sabemos que ambos desrespeitaram as diferenças entre os diferentes seres humanos (raça, religião, ...) desrespeitando, assim, os Direitos Humanos. Sabendo isto, pergunto-vos: se Hitler ainda estivesse entre nós, seriam capaz de o perdoar? Perdoá-lo pelos infernais actos que cometeu? A resposta é obviamente não, calculo.

Agora pergunto: por que é que a igreja católica mereceu uma segunda oportunidade? Tudo o que fizeram foi tão mau quanto o que Hitler fez, ou pior! Tortura, assassínios, ... Tudo coisas horríveis! Foram capazes de queimar pessoas ainda vivas. Ainda Vivas! Desculpem mas é algo tão obviamente reprovador o que Hitler fez.

Esclareçam-me. Não percebo porque a igreja católica mereceu outra oportunidade mas ninguém daria outra oportunidade a Hitler.

quarta-feira, maio 12, 2010

A influência das frases filosóficas...

E esta filosofia toda põe-me a pensar...

Às vezes, surgem-me frases, na mente, muito... filosóficas! Não resisto e aponto, se puder. Algumas, que por vezes são muito filosóficas, escapam-me, e nunca mais me lembro delas.

Aqui vão duas. Uma é um pouco estranha e ainda não consegui descodificá-la, mas parece-me filosófica (1ª).


1 - O vento amainou, a tempestade não. (?)

2 - Nunca terei um amigo tão bom quanto eu próprio, assim como nunca terei um inimigo tão mau.

3 - Nunca ninguém gostou tanto dos outros como de si próprio.

4 - Os amigos parecem perder esse estatuto quando deixamos de poder usufruir da amizade que nos dão.

5 - As pessoas confiam em Deus porque perderam toda a confiança na humanidade.

6 - Não há nada mais bonito do que acordar, ouvir o cantar dos pássaros e ver que o destino nos deu mais uma hipótese.

7 - Não é por querermos que algo seja real que o passa a ser. Assim como, não é por querermos que algo seja apenas um ilusão que o passa a ser.

8 - A felicidade e a infelicidade são coisas passageiras, assim como tudo. Se precebermos isso, encontraremos a paz interior.

9 - Não nos devemos rir dos erros dos outros pois também os podemos vir a cometer.

10 - O homem é rude, vil e grotesco por natureza. Quem não o é, não é considerado homem.

11 - Sabia que o Homem se tornara numa besta há muito tempo, só não sabia o quão sádico podia ser.

12 - As nossas acções são determinadas pelas circunstâncias em que se inserem. Contudo, a nossa vontade pode modificar as circunstâncias em nosso favor.

13 - A vida só é vazia quando não temos ninguém que a preencha.

14 - Deus não é nada sem o amor que os Homens lhe têm.

15 - A imperfeição é uma qualidade essencial do ser humano, pois, sem ela, não há perfeição.

16 - Amar alguém não é nada mais nada menos do que ser feliz ao lado dessa mesma pessoa.

17 - Não peças desculpa por algo que não podes evitar.

18 - Não são as experiências que são más mas sim o hábito de as experimentar.

Para além destas frases, houve uma frase, não criada por mim mas sim por uma colega minha, que me ficou na cabeça desde o momento em que foi dita: «Quando somos bons, o mérito é nosso. Quando somos maus, a culpa é dos outros» (Inês Miranda). Espectacular! x)

Frases de Maria Mendes:

  • «A coragem não é só maluquice, é também enfrentar o que menos desejamos»

  • «Mais vale um sorriso triste que a tristeza de não saber sorrir»
Obrigado pelos comentários! =)

Qual o sentido de vida do ser humano?

O que fazemos nós neste mundo? O que fazemos nós aqui?

Provavelmente, a nossa vida tem tanto sentido como a vida de um cão, ou um gato. O que é o Homem? «Nada em relação ao infinito, tudo em relação ao nada» (O Dia Em Que Sócrates Vestiu Jeans).

O Homem acha-se superior ao resto dos seres vivos. Na verdade, até o somos. Mas apenas porque somos racionais. Contudo, porque é que a nossa vida é mais importante do que a de uma simples minhoca?

Não é! É importante para nós, que somos humanos. Assim como a vida de uma minhoca não tem qualquer importância para nós, a nossa vida não tem qualquer importância para o mundo.

Somos inteligentes, amáveis, perversos, assassinos, amigos, gananciosos, invejosos, solidários, ... O que é que isso influência a nossa importância neste mundo?

(Cada vez mais penso que não estamos aqui, neste maravilhoso mundo, para fazer o Bem, mas para fazer o Mal e levá-lo à destruição porque, apesar de termos defeitos, não os tentamos eliminar)

domingo, maio 09, 2010

Futebol

Já viram onde o nosso mundo foi parar? O que é que interessa a maioria das pessoas? Futebol! Futebol, futebol, futebol... Já estou farto de futebol!

Aqui em Torres Vedras, desde as 8 que os benfiquistas festejam a vitória. Só pararam há pouco tempo! Não acham que é demais? Muito bem, o Benfica ganhou o campeonato. Não é só isso? Porque é que têm de fazer tanto alarido? Acho que esta gente ignorante e vazia que constitui o povo português, alegrava-se muito menos com o fim da crise do que com a vitória do Benfica. Nem há comparação!

Contudo, estas pessoas, para além de raiva, porque não posso negar que não sinto raiva, transmitem-me pena. Pena por praticamente viverem para o futebol. Pena por serem estúpidas ao ponto de andar à pancada por causa do futebol.

Estou farto de fanatismos! Já não suporto ouvir falar em futebol! Estou farto de pessoas burras, ignorantes, burras, bêbedas, grotescas, vazias, ocas e fanáticas que adoram o futebol. Pessoas como essas não merecem o dom da vida. Esse mesmo dom devia ser dado àqueles que lhe dariam algum valor.